João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
[Quadrilha, Drummond]
sábado, 19 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
seja a peça torta
queria entender por que é TÃO difícil para algumas pessoas conceberem a existência de outros pontos de vista, de outras perspectivas.
Por que é TÃO difícil aceitar que pessoas diferentes de você (ou até mesmo aquelas parecidas) tenham sonhos e objetivos de vidda diferente? Casar, filhos, casa, carro do ano e celular do mês. Por que não ver que isso pode NÃO ser o principal objetivo de alguém?
Não descriminando quem tem isso como meta de vida. A questão aqui é que, sob o meu ponto de vista de merda, o mundo é vasto demais e as pessoas minimamente diferentes para que se tenha um PADRÃO DE FELICIDADE.
A sociedade é sim diversa, é cheia de idéias e ideais diferentes. mas por que DIABOS sinto (muitas vezes) que não se tem espaço para que outras visões emerjam, surjam e sejam minimamente respeitadas?
Por que as pessoas que querem o diferente do que é vendido pelas propagandas sob o rótulo "compre isso e seja feliz por 5 minutos" são discriminadas, ridicularizadas, vistas como rebeldes ou MAUS EXEMPLOS?!
Hoje só senti um cansaço INFERNALMENTE PESADO por me sentirt exprimida no meio de tantos ideais pré-fabricados ou esmagada pelas estantes onde felicidades instantâneas são vendidas.
E o engraçado é pensar que, por mais que respeito seja um dos valores maaaais defendidos pelos educadores da minha geração, muitas vezes eles próprios se esquecem disso.
Chocante não é o fato de haver TODO SANTO dia alguém revirando lixo, no prédio ao lado, em busca de comida, mas sim o de alguém decidir não trocar sonhos e satisfação pessoal e profissional por um emprego minimamente estável (e absurdamente mais frustrante) junto a todos as ilusões de felicidade que ele pode trazer (casa grande, espaçosa, celular que frita ovo, iPod que cura a sua depressão e um contra cheque gordo no fim do mês pronto a ser torrado no shopping center mais próximo).
Se você conseguiu aliar satisfação pessoal, profissional e financeira, ÓTIMO.
Não condene quem infelizmente não teve o mesmo sucesso que você e resolveu optar por uma delas (principalmente a que é menos valorizada na sociedade).
Não podem haver ditaduras.
Sejam elas militares ou não.
seja a peça torta.
e desgringole essa máquina ideológica do caralho.
“Quando perdemos a capacidade de nos indignar com as atrocidades cometidas contra os outros, perdemos também a nossa condição de seres humanos.” Vladimir Herzog
Por que é TÃO difícil aceitar que pessoas diferentes de você (ou até mesmo aquelas parecidas) tenham sonhos e objetivos de vidda diferente? Casar, filhos, casa, carro do ano e celular do mês. Por que não ver que isso pode NÃO ser o principal objetivo de alguém?
Não descriminando quem tem isso como meta de vida. A questão aqui é que, sob o meu ponto de vista de merda, o mundo é vasto demais e as pessoas minimamente diferentes para que se tenha um PADRÃO DE FELICIDADE.
A sociedade é sim diversa, é cheia de idéias e ideais diferentes. mas por que DIABOS sinto (muitas vezes) que não se tem espaço para que outras visões emerjam, surjam e sejam minimamente respeitadas?
Por que as pessoas que querem o diferente do que é vendido pelas propagandas sob o rótulo "compre isso e seja feliz por 5 minutos" são discriminadas, ridicularizadas, vistas como rebeldes ou MAUS EXEMPLOS?!
Hoje só senti um cansaço INFERNALMENTE PESADO por me sentirt exprimida no meio de tantos ideais pré-fabricados ou esmagada pelas estantes onde felicidades instantâneas são vendidas.
E o engraçado é pensar que, por mais que respeito seja um dos valores maaaais defendidos pelos educadores da minha geração, muitas vezes eles próprios se esquecem disso.
Chocante não é o fato de haver TODO SANTO dia alguém revirando lixo, no prédio ao lado, em busca de comida, mas sim o de alguém decidir não trocar sonhos e satisfação pessoal e profissional por um emprego minimamente estável (e absurdamente mais frustrante) junto a todos as ilusões de felicidade que ele pode trazer (casa grande, espaçosa, celular que frita ovo, iPod que cura a sua depressão e um contra cheque gordo no fim do mês pronto a ser torrado no shopping center mais próximo).
Se você conseguiu aliar satisfação pessoal, profissional e financeira, ÓTIMO.
Não condene quem infelizmente não teve o mesmo sucesso que você e resolveu optar por uma delas (principalmente a que é menos valorizada na sociedade).
Não podem haver ditaduras.
Sejam elas militares ou não.
seja a peça torta.
e desgringole essa máquina ideológica do caralho.
“Quando perdemos a capacidade de nos indignar com as atrocidades cometidas contra os outros, perdemos também a nossa condição de seres humanos.” Vladimir Herzog
terça-feira, 15 de junho de 2010
em (desagradável) estado de suspensão
With all the love that his heart can stand
Dream of ways to throw it all away
uma amiga minha diz que o tempo cura, ameniza, esclarece.
nunca torci tanto para que isso fosse verdade.
agora a pergunta que fica é: será que eu aguento aré o tempo do tempo chegar?
domingo, 13 de junho de 2010
no meio de tantas coisas..
A vida só se dá para quem se deu. (Vinicius de Moraes)
Deus meu, hoje compreendo, SINTO a idéia de "as palavras não dão conta de algumas coisas".
Quandso as palavras tornam-se useless, é porque há algo muito estranho acontecendo.
ou algo terrivelmente bom :)
there's nothing you can do.
Deus meu, hoje compreendo, SINTO a idéia de "as palavras não dão conta de algumas coisas".
Quandso as palavras tornam-se useless, é porque há algo muito estranho acontecendo.
ou algo terrivelmente bom :)
there's nothing you can do.
terça-feira, 8 de junho de 2010
lágrimas, muitas.
Nunca se esqueçam que isso é uma família (não briguem nem se desgastem a toa), amizade em primeiro lugar. Nunca se esqueçam que a batereca vai ser tão foda qnto nós nos esforçarmos para isso. Nunca se esqueçam que somos um time e em um inter temos 5,6 jogos por dia, não importa o que os outros pensem. Nunca se esqueçam que somos o coração da torcida. Nunca se esqueçam da sensação de ganhar um JUCA.
algumas pessoas falam q não somos um time. engraçado. pq, quando estamos tocando, vejo nos olhos d cada um d vcs uma cumplicidade absurda. vcs já pararam pra pensar nisso? q vc está no mesmo ritmo q 30 pessoas? vcs podem não perceber, mas isso é de um intimismo absurdo. isso cria vínculos. e acabamos passando juntos por todas as vitórias e derrotas, as felicidades e sofrimentos, as risadas, as dores e bolhas, os "eu nunca"s, as refeições juntos, os churras, os ensaios a 10°C na raia... é por isso q eu concordo qdo dizem q não somos um time. pq chega um momento em q transcendemos isso. não somos mais só um time. e já passamos do ponto de ser uma família.
estamos além.
somos cúmplices, amantes, amigos de longa data, amores à primeira vista. somos um único coração.
os quatro melhores dias da MINHA VIDA.
SEM DÚVIDA.
os toques. os breques. os gritos. o abraço. as lágrimas INFINITAS.
Faltam 367 dias para o JUCA 2011...
algumas pessoas falam q não somos um time. engraçado. pq, quando estamos tocando, vejo nos olhos d cada um d vcs uma cumplicidade absurda. vcs já pararam pra pensar nisso? q vc está no mesmo ritmo q 30 pessoas? vcs podem não perceber, mas isso é de um intimismo absurdo. isso cria vínculos. e acabamos passando juntos por todas as vitórias e derrotas, as felicidades e sofrimentos, as risadas, as dores e bolhas, os "eu nunca"s, as refeições juntos, os churras, os ensaios a 10°C na raia... é por isso q eu concordo qdo dizem q não somos um time. pq chega um momento em q transcendemos isso. não somos mais só um time. e já passamos do ponto de ser uma família.
estamos além.
somos cúmplices, amantes, amigos de longa data, amores à primeira vista. somos um único coração.
os quatro melhores dias da MINHA VIDA.
SEM DÚVIDA.
os toques. os breques. os gritos. o abraço. as lágrimas INFINITAS.
Faltam 367 dias para o JUCA 2011...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
a todos os vestibulandos
gritar o nome da faculdade. dobrar a esquina , sgurando o nó de choro ao ver o sinalizador brilhando, único em meio às sombras. sentir as expectativas, desenhar aquelas mesmas cores, projetar os mesmos rostos e memorizar os memos sons para daqui a uma semana. Sentir o coração pular, a mão gelar, a perna tremer, o lábio secar e os olhos umedecerem. gritar, pulsar, vibrar. cansar, revigorar, gritar de novo, bater ainda mais forte, sorrir a ponto de alargar a boca. bater bater, bater. cegar, ensurdecer, emudecer. explodir, calar. calar, andar, parar. sair, extravasar.
olhares.
pulos,
gritos,
beijos,
abraços.
- "eu resumo tudo isso pra você filhota: dois anos e meio de cursinho. aproveite. viva INTENSAMENTE. sinta-se parte".
sentir poder abraçar o mundo e ainda assim SOBRAR ESPAÇO.
sentir-se realmente parte.
deixar que as lágrimas enxuguem as suas preocupações, lavem os seus problemas e limpem a sua alma.
agora sinto-me novamente transparente.
agora eu era o que sempre fui.
- 06 DIAS PARA O JUCA *.*
sexta-feira, 21 de maio de 2010
num futuro não muito distante...
Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
[Propaganda, Nação Zumbi]
ao ler essa letra, senti uma coisa muito ruim - uma falta de letras minimamente inteligentes, que te provoquem e te façam pensar. Sensação a mesma que senti no show dos Raimundos na virada cultural (Raimundos, que juntavam humor do mais sarcástico com pontas minimamente provocativas). mais uma vez, vem em meu pensamento uma cena que provavelmente viverei - seja com filhos e / ou sobrinhos. Em pleno almoço de família, um dos pseudo- adolescentes chega pra mim e pergunta:
- tia, o que que tinha de bom quando vc era mais nova?
- de bom.. como assim? - responderei, como que tentando disfarçar o assunto e chamar todos pra almoçar, em pleno domingão na casa da vó.
- de música tiiia...
- hã... (putaquepariu, que que eu vou dizer agora? eu era bebê quando o NIRVANA explodiu, Guns'n'Roses já estava praticamente aposentado, Caetano Veloso já fazia show pela Europa APENAS, Elis Regina já havia morrido, Chico Buarque já pertencia às páginas dos livros de história, Janes Joplin já era puta nostalgia, Titãs só ia na virada cultural pra memorizar sucessos e foi o meu pai, e não eu, quem conseguiu pegar o show do Queen no Morumbi).
[5 minutos se passam, após uma busca frenética por algo minimamente não vergonhoso]
- Ah... quando a tia era mais nova, começou um novo estilo de música - que chamamos "emocore", sabe?
- "emocore"?
- sim, aquelas músicas de rock (engasgo ao dizer isso) com aqueles mocinhos (outro engasgo) com roupas coloridas, pentiados inusitados (what the fuck?!) tocando músicas que diziam sobre sentimentos.
- ahh, vc tá falando daquelas bixas egocêntricas com franjas de gel, gloss e sombra no olho, que precisam se fantasiar pra entrar no palco e que fingem que tocam música mas que na verdade só sabem falar do chifre que nem chegaram a levar da namorada e do dia que tá lindo, do sol que está se abrindo e essas baboseiras comerciais todas?
- ah, se você pensa assim.
- ah tia, pelo amor vai.. além disso daí, o que mais tinha?
- bom, também estava muito na moda o "sertanejo universitário". Os caras vão em arenas enormes fazer show e muitos grupinhos de faculdade iam.
- Ah, depois que o forró universitário faliu, eles resolveram mudar de estilo e adotaram um sertanejo universitário?
- mais ou menos isso.
[eu com cara de bunda, sobrinho com cara de DECE-PÇÃO)
- ah - disse animada, com uma idéia que poderia mudar UM POUCO a concepção do sobrinho - quando eu era adolescente explodiu uma das maiores expressões de música POPULAR, que veio do povão mesmo.
- ah.. e qual é?
- o funk. vc sabe? Ele tem um quê muito social, tem uma batida forte, muitos traduzem a realidade vivida em muitas favelas e...
- ah tia, nem sempre hein? e quando vão aquelas mulheres-fruta (melancia, melão, jaca e tudo mais o que a feira dominical comportar) na Luciana Gimenez, berrando músicas que só tem refrão e tremendo a bunda gigantesca celulitizada na frente da câmera? que realidade social elas traduzem?
- ... então meninos, vamos almoçar?
Procurando o que parece ser
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde revolução não vai passar na tv, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no arSua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviverO tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
[Propaganda, Nação Zumbi]
ao ler essa letra, senti uma coisa muito ruim - uma falta de letras minimamente inteligentes, que te provoquem e te façam pensar. Sensação a mesma que senti no show dos Raimundos na virada cultural (Raimundos, que juntavam humor do mais sarcástico com pontas minimamente provocativas). mais uma vez, vem em meu pensamento uma cena que provavelmente viverei - seja com filhos e / ou sobrinhos. Em pleno almoço de família, um dos pseudo- adolescentes chega pra mim e pergunta:
- tia, o que que tinha de bom quando vc era mais nova?
- de bom.. como assim? - responderei, como que tentando disfarçar o assunto e chamar todos pra almoçar, em pleno domingão na casa da vó.
- de música tiiia...
- hã... (putaquepariu, que que eu vou dizer agora? eu era bebê quando o NIRVANA explodiu, Guns'n'Roses já estava praticamente aposentado, Caetano Veloso já fazia show pela Europa APENAS, Elis Regina já havia morrido, Chico Buarque já pertencia às páginas dos livros de história, Janes Joplin já era puta nostalgia, Titãs só ia na virada cultural pra memorizar sucessos e foi o meu pai, e não eu, quem conseguiu pegar o show do Queen no Morumbi).
[5 minutos se passam, após uma busca frenética por algo minimamente não vergonhoso]
- Ah... quando a tia era mais nova, começou um novo estilo de música - que chamamos "emocore", sabe?
- "emocore"?
- sim, aquelas músicas de rock (engasgo ao dizer isso) com aqueles mocinhos (outro engasgo) com roupas coloridas, pentiados inusitados (what the fuck?!) tocando músicas que diziam sobre sentimentos.
- ahh, vc tá falando daquelas bixas egocêntricas com franjas de gel, gloss e sombra no olho, que precisam se fantasiar pra entrar no palco e que fingem que tocam música mas que na verdade só sabem falar do chifre que nem chegaram a levar da namorada e do dia que tá lindo, do sol que está se abrindo e essas baboseiras comerciais todas?
- ah, se você pensa assim.
- ah tia, pelo amor vai.. além disso daí, o que mais tinha?
- bom, também estava muito na moda o "sertanejo universitário". Os caras vão em arenas enormes fazer show e muitos grupinhos de faculdade iam.
- Ah, depois que o forró universitário faliu, eles resolveram mudar de estilo e adotaram um sertanejo universitário?
- mais ou menos isso.
[eu com cara de bunda, sobrinho com cara de DECE-PÇÃO)
- ah - disse animada, com uma idéia que poderia mudar UM POUCO a concepção do sobrinho - quando eu era adolescente explodiu uma das maiores expressões de música POPULAR, que veio do povão mesmo.
- ah.. e qual é?
- o funk. vc sabe? Ele tem um quê muito social, tem uma batida forte, muitos traduzem a realidade vivida em muitas favelas e...
- ah tia, nem sempre hein? e quando vão aquelas mulheres-fruta (melancia, melão, jaca e tudo mais o que a feira dominical comportar) na Luciana Gimenez, berrando músicas que só tem refrão e tremendo a bunda gigantesca celulitizada na frente da câmera? que realidade social elas traduzem?
- ... então meninos, vamos almoçar?
Assinar:
Postagens (Atom)





