quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

de presentes, agradecimentos e lágrimas


 

Obrigada por participarem desse meu sonho e ajudarem a fazer de 2010 O MELHOR ANO DA MINHA VIDA.


domingo, 5 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

de praça, música e dedos


Lets just forget, everything said. Everything we did.

Best friends, better halves
Goodbyes, and the other night, we realized,
We were falling out of love
there were some things, that were said, that weren’t meant
they never did
the last thing i want to be is overly dramatic

I just think its best
Cause you cant miss what you forget
So lets just pretend
Everything and anything
Between you and me
Was never meant


 aviso: quebrar patentes individuais não é das tarefas a mais fácil


domingo, 28 de novembro de 2010

de maravilhosos descuidos




A gente vive tentando pôr ordem em tudo. Cheia de não me toques, eu só quero desse jeito, nessa hora, na companhia de tal pessoa. Achando que sabe o que é melhor pra si (e para outros, muitas vezes). Por vezes, sou levada a crer que não é bem assim. Às vezes, deslizamos. Nos descuidamos. Pagamos a língua. Quebramos promessas. Desviamos do caminho.

bom..ainda bem  :)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

de prazeres molhados

"Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno do tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha não escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha".

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

de nostalgias

de reflexões na madrugada, música revivida e muita... muita saudade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

das Mulheres

E Sto. Tomás, depois de Aristóteles, decreta que a mulhjer é um ser incompleto, um ser "ocasional". É o que simboliza a história do gênese em que Eva aparece como extraída, segundo Bossuet, como um "osso supranumerário" de Adão. A humanidade é masculina e o homem define a mulher não em si mas relativamente a ele; ela não é considerada um ser autônomo. [...] Ela não senão o que o homem quer que ela seja. [...] A mulher determina-se  e diferencia-se em relação ao homem  e não este em relação a ela; a fêmea é o inessencial perante o essencial. O homem é Sujeito, Absoluto; ela é o Outro.

A categoria do Outro é tão original quanto a própria consciência. [...] Levi-Strauss pôde concluir: "A passagem do estado natural ao estado cultural define-se pel aptidão, por parte do homem, em pensar as relações biológicas sob a forma de sistema de oposições: a dualidade, a alternância, a oposição e a simetria, que se apresentam sob formas definidas ou vagas, constituem menos fenômenos  que cumpre explicar que os dados fundamentais da realidade social". [...]

Por que as mulheres não contestam a alteridade do macho? Nenhum sujeito se coloca  imediata e espontaneamente  como inessencial;  não é o Outro definindo-se como Outro define o Um; ele é posto como Outro  pelo Um definindo-se como Um. [...]


De onde vem essa submissão na mulher?


Ecistem outros casos que, durante um tempo, uma categoria conseguiu dominar totalmente a outra. É muitas vezes a desigualdade numérica que confere esse privilégio: a maioria impõe sua lei à minoria ou a persegue.Ma as mulheres não são, como os negros nos EUA ou os judeus, uma minoria: há tantos homens quanto mulheres na terra. Não raro também os dois grupos foram inicialmente independentes [...] e foi um acontecimento histórico que subordinou o mais fraco ao mais forte: a diáspora judaica, a introdução dos escravos na América, as conquistas coloniais são fatos precisos. Nesse casos, para os oprimidos, houve um passo à frente: têm em comum um passado, uma tradição, por vezes uma religião, uma cultura. [...]

Nem sempre houve proletário, sempre houve mulheres. Elas o são em virtude da sua estrutura fisiológica: por mais longe que se remonte na história, elas smpre estiveram subordinadas ao homem. Sua dependência não é consequência de um evento ou de uma evolução, ela não aconteceu. [..]

Em verdade, a natureza, como realidade histórica, não é um dado imutável. Se a mulher se enxerga como inessencial é porque não opera, ela própria, esse retorno. Os proletários dizem "nós". Os negros também. Apresentando-se como sujeitos, eles transformam em "outros" os burgueses, os brancos.  As mulheres - salvo em cerrtos congressos - não dizem "nós". os negros dizem "as mulheres" e elas usam essas palavraspara se designarem a si mesmas: mas não se põe autenticamente como Sujeito.

os proletários fizeram a revolução na Rússia, os negros no Haiti,  os indo-chneses bateram-se na Indo-China. A ação das mulheres nunca passou de uma agitação simbólica: só ganharam o que os homens concordaram em lhes conceder; elas nada tomara: elas receberam. [...]

Vivem dispersas entre homens, ligados pelo habitat, pelo trabalho, pelos interesses ecnonômicos, pela condição social a certos homens - pai ou marido - mais estreitamente do que as outras mulheres. Burguesas são solidárias dos burgueses e não das mulheres proletárias; brancas dos homens brancos e não das mulheres pretas.

O proletariado poderia propor-se o trucidamente da classe dirigente; um jude, um negro fanático poderiam sonhar com possuir o segredo da bomba atômica e constituir uma humanidade inteiramente judaica ou inteiramente negra: mas mesmo em sonho a mulher não pode sonhar em exterminar os homens. O laço que a une a seus opressores não é comparável a nenhum outro. A divisão dos sexos é, com efeito,  um dado biológico e não um momento da história humana. [...]

O casal é uma unidade fundamental cujas metades se acham presas indissoluvelmente uma à outra: nenhum corte é possível numa sociedade na sociedade por sexos. Isso é o que caracteriza fundamentalmente a mulher: ela é o Outro numa totalidade cujos dois termos são necessários um ao outro.


 (trecho da introdução de "O Segundo Sexo", Simone de Beauvoir)