sábado, 28 de fevereiro de 2009

sem tempo.


EXAUSTA.
Mari, meu amor, perdoe-me: tive que cochilar hoje!

Canção de Mim Memso

Quero ouvir o que foi dito
Nos lugares que eu já fui
Memória que eu desacredito
O que poderá ser reescrito?

Fora da cidade
Ela procura a esmo
E eu já não sou mais o mesmo
Fora da cidade
Ela procura
Eu já não sou mais eu mesmo

Na casa há dentro outra casa
Vazio do tempo
Tempo que restou
Essa não é mais casa
Por onde eu caminho
Por onde estou
Onde eu estive, onde estou?
Cheguei onde nada mais restou

Agora não me importa mais ser herói
Nem ter a memória que corrói
E que sem saber destrói
Hoje penso no meu dia se ele constrói

Já não mais corro ligeiro
Pra ser imperador, guerreiro
Ando por aí, sou estrangeiro
Percorrendo um roteiro
Pra surgir de novo inteiro


Música da peça de ontem *-* 10 mangos MUITO, MUITO, MUUUITO BEM GASTOS - sem contar o bombom e o ovomaltine, claro. "Uma peça completamente experimental, que nos dá a sensação de não haver texto prévio e nos relembra o frescor do teatro", li numa crítica sobre a peça ontem.

Conclusão de hoje, agora há pouco: algumas coisas NUNCA MUDAM.
Algumas pessoas realmente são feitas umas pras outras, se encaixam, se completam, se entendem. Combinam, simplesmente.

Nunca ouvi uma risada como aquela.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Flagrante de um dia feliz.


almoço de comida japonesa + bacalhau à portuguesa + bolinha de presunto e queijo com a minha GORDINHA =)

Aula de geografia que já me fez babar pelos olhos (alô Guima!). Minhaa nossa: a Cris é F-O-D-A, no sentido mais PLENO e COMPLETO da palavra!

Ouvir histórias do José Rafael, dar abraços no Fernandão (BAAAAAAAAAAAAAAAANDEIRANTEEEES!) e ouvir piadinhas so Sassáááááá.

Conversar na soleira da casa das Rosas, descalça, com o sol batendo no cabelo da minha cereja.

Passar 15 minutos com uma turminha de nerd porra-loucas (?) e RACHAR de rir.

Encontrar minha gêmea AND, ver uma peça LINDA de 3 horas e pouco AND roubar duas flores azuis GIGANTEEES.

Ler uma msg por MSN falando sobre o seu sorriso (minha nossa, não faça isso. Alô indecisão!)

Voltar pra casa ouvindo Beatles com minha mãe no carro.

Enfim: diaaaaaa feeeliz \o/
Solto, meu, nosso.

- talvez seja esse ímpeto o que nos angustia.
- um amigo da minha mãe disse que não gostava de pombo. Não gostava porque se pombo fosse gente, seria mendigo.
- não entendo por que as pessoas são tão preocupadas em combinar o pijama. Se está todo mundo de olho fechado, dormindo, por que a preocupação? Ninguém vai ver oras!

- e se convencer de que, para ser feliz, não precisa ter títulos, medalhas, ser o campeão na corrida da vida nem traçar missões heróicas. Deve-se estar em paz com você mesmo (alô Ana Lú!) e ser bom, como pessoa.

[Frases retiradas da peça Nu de Mim Mesmo]

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O primeiro velho dia

- então foi.

aquela correria.dorme tarde, acorda 10 pras 6. toma cafézinho - leite, torradinha com queijo, mamão, tudo preparado com o amor de mãe. Se troca, enfia as coisas na mochila, pega a pasta, soca o caderno, enfia o óculos, calça a meia, veste a bermuda. Desce, entra no carro. Parte.

Pega trânsito a caminho do metrô. Desce na Vila Madalena. Pega escada rolante, pede passagem, pede licença, compra o bilhete, passa na catraca, desde outro lance de escadas, entra na última porta do vagão em frente à placa, senta naquele assento único na beira da porta, olha as placas, as pessoas, o movimento, pensa em tudo o que foi, naquele outro primeiro dia, há quase um ano atrás. O que viverá, o que virá, o que pode ser.

Dog sujo, Black Dog, Ovomaltine, comida japonesa, lasanha em tarde fria de julho, arroz e feijão da padoca. Trufas, biscoito de polvilho, pirulitos, minhocas azedas, chiapas, pão de queijo, pão com manteiga na chapa. Capuccino fervendo, suco de laranja, de acerola, de caju, caipirinha. Restaurante vegetariano, um mais chique da esquina, o de comida baiana no Shopping Paulista antes do simulado. Sorvetes de bola, pedaço de bolo de chocolate gigante vendido na esquina, milk shake e pão de queijo da Starbucks.

Sebos por todas as partes, livros, livros, LIVROS. Cd´s dos boons (muito bons). Exposições, eventos de graça. Vergueiro, Brigadeiro, TRIANON-MASP, Augusta, Bernardino. Ibirapuera e bar pós-UNICAMP, partilhas pré-FUVEST. GEMINI, estacionamento, HSBC, Unibanco – Cinema, Centro Cultural São Paulo. Estantes de Clarice, avalanches de Machado, perdição entre os clássicos franceses. Gibis, quadrinhos – Mafalda, Calvin, Cavaleiros do Zodíaco, Turma da Mônica. Itaú Cultuiral. O livro do feio, a cantada do atendente, as estudadas com Camila, a organização tão maternal do lugar. SESC Paulista, pôr-do-sol, lanchinho da tarde mal dividido, sambinha, revistas infinitas, sacadinha com ar livre e exercícios de química.

Lembra da parada no Paraíso 6h52, quase todos os dias a partir de outubro. Outubrite, stress, pressão, pressão, PRESSÃO. Cansaço até o último fio de cabelo. E-X-A-U-S-T-Ã-O. Risos, conhecimento, crescimento, amadurecimento. Paixões, descobertas [ex-internas], dúvidas, incertezas, perguntas, indagações, expectativas. Angústia, TPM, impaciência, intolerância, desespero, desanimo. Esperança, prazer, emoção. Choro, gargalhadas, abraço, afago, colo. Lembranças.

Uma avalanche de um ano.
Que pode ter reprise, uma nova trama que, apesar do mesmo cenário, pede um novo final.

Dessa vez (mais) feliz.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

tantas coisas

a minha fase "descobertas das mais simples, incríveis e óbvias" (óbvio=estavam sob o meu nariz o tempo todo) teve sua continuação no carnaval.

minha mãe me fez ficar um tanto viciadinha no Acústico do Capital Inicial (faixa 7 dela, faixa 11 minha). Eu, que tanto falei que Capital era mamãozinho com açúcar mamãe-me-adoça-mais-um-pouco =S Eu e minha velha mania de cuspir pra cima e cair na cara.

Terminei livro do meu querido Joaquim Maria (Assis, Machado de). No fim, vi que Iaiá Garcia, como estava escrito no prefácio, não apresenta muitas das características genuinamente machadianas (a ironia, o sarcasmo, o comentário dúbio e sugestivo do narrador...). No fundo bem no fundo, esperava mais do final. Mas, de qualquer modo, ter conseguido ler Machado nos dias derradeiros das férias maravilhosamente culturais que eu tive foi sensacional. Iaiá éum esboço um tanto distinto e muito bem feito da aclamada Capitu (sim, a cigana dissimulada dos olhos de ressaca). As metáforas de Machado, e as suas referências a outras consagradas obras da literatura universal mostram que esse mulato é, de fato, um dos melhores escritores de todos os tempos.

Carnaval = praia. Pelo menos aqui em casa. Brigas diversas com a família - como sempre. Se aqui em casa não tiver uma discussãozinha que seja - pelo canal da TV, pelo time de futebol, pela louça sem lavar, pela apuração da escola de samba, pela minha velhice em plenos 18 anos, pela boca suja do Pedro, pelas gordurinhas do Júlio, pela chatice do meu pai, pelas neuras da minha mãe. Família ENCHE O SACO quando acorda disposta a tal. Mas também pode ser razão de muitas risadas e momentos de alívio. Quero ainda escrever um texto sobre família, mas quero estar mais calma e minimamente com cabeça para isso. Abaixo, um trecho de um texto colhido em blog alheio com algumas palavras sobre o assunto.

--NÃO SE DEVE IDEALIZAR AS FAMÍLIAS, E DE NADA SERVE ODIÁ-LAS TAMPOUCO. A FAMÍLIA TAMBÉM É UMA PRISÃO, DA QUAL SERÁ PRECISO SAIR. MAS O QUE COLOCAR NO LUGAR? O ORFANATO OU A ESTERILIDADE TAMBÉM TÊM SEUS INCONVENIENTES.

--A FAMÍLIA, QUE DÁ TUDO AO FILHO, TERMINA ASSIM POR DAR O PRÓPRIO FILHO. PARA QUEM? PARA UM OUTRO HOMEM, PARA UMA OUTRA MULHER, POR CERTO, MAS TAMBÉM – EM PRIMEIRO LUGAR E SOBRETUDO - PARA ELE MESMO. É ESSE ÚLTIMO DOM, O MAIS BELO, O MAIS DIFÍCIL, QUE SE CHAMA LIBERDADE. ISSO NÃO É VERDADE EM TODA SOCIEDADE, ESPECIALMENTE PARA AS MENINAS, MAS O É NA NOSSA, E TEM DE SÊ-LO CADA VEZ MAIS NO MUNDO. A FAMÍLIA DÁ E PERDE: DÁ PARA PERDER, ATÉ, PARA QUE O FILHO SE VÁ, E ESSA É A ÚNICA VITÓRIA QUE OS PAIS PODEM ESPERAR.

(mais detalhes: http://intertiscios.blogspot.com/)

Voltei de viagem hoje. EXAUSTA. Vi uma cena FODA na praia (alô faculdade!), que ri e fiquei boba olhando durante algumas horas. Acabei de aprender a fazer macarrão (ou não). Eu definitivamente ODEIO serviços domésticos (machismo e a mulher como uma das grandes culpadas por essa PESTE que aflige a sociedade como um todo é outro tema sobre o qual quero ainda escrever aqui). Comecei um livro que fala sobre a arte de escrever - Schops já acabou com os psudo-escritores (desabafo!) em pouco menos de quatro páginas. Hoje vi uma das letras MAIS lindas que já vi na VIDA - Legião claro.


É saudade, então

E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra

E era sempre: "Não foi por mal"
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são

Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do teu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com as lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça

E da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes

E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte


E era sempre: "Não foi por mal"
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez

E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição

Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
E é só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito" e "não-te-esqueças-de-mim"

(Acrilic On Canvas)

minha nossa *.* suspiros ao ler a letra.
Indagações, idealizações.
Meu erro de sempre. Mas tão meu.


Que pra ser o tal
Não é preciso ser
Bacana e sacal
Não é preciso ser
Sacana e banal
Não é preciso ser
Mas o difícil é entender
Que pra ser o tal
É preciso ser você

(Móóveis =)

semana que vem na Paulista meu bem \o/
com o perdão da edição.

(ps. nota 10 pra enredo que conta a história do TAMBOR - VAI TOMAR NO CÚ.
ano que vem vou fazer um enredo sobre flauta boliviana, daquela que os nossos hermanos tocam pelas pracinhas Brasil afora. Quero ver se eu não ganho o carnaval.)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Porcelaneamente Cristalina




Ela na sua magnífica força e coragem aprendeu a ser livre; gritar quando tem vontade, a chorar quando precisa chorar e a sorrir mesmo quando a situação não permite sorrir. E, perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade, ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana, mas que podia ser quebrada várias vezes e que sempre conseguia juntar sem perder nenhum dos pedaços.

(Clarice, sempre ela).







Acho que nuncaa vi algo que me descrevesse, que me previsse, que me descobrisse.

Sem muita fé e coragem pra escrever hoje.

Li sobre as mudanças no curso de jornalismo.
Matei umas saudades ENORMEMENTE GIGANTES de algumas das minhas favoritas.
Quebrei meu regime com Ovomaltine (delícia).
Chorei ao telefone - totalmente inusitado.

Não tenha medo de recomeçar, ou de fazer de um modo diferente.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

novo medo velho

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma de nossos corpos e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.
(F.Pessoa)

Vai ver que você está com o curso mal escolhido... pensa melhor. Porque clareza de idéias eu sei bem que você tem, era ótima aluna, super rápida a entender, muito crítica. Pergunte a você mesma sem ter receio da resposta. (Bê)

Puta que pariu.

...sem medo?

Hamlet - Parte II

Imagino a pergunta minimamente óbvia que deve ter ficado: por que enumerar os posts sobre Hamlet (I, II, III...) se não houve continuação do primeiro? Pois aqui está.

Falei sim do elenco TODO no primeiro post, afinal, já que a peça não era um monólogo,todos tiveram absoluta participação no fato de "Hamlet" ter sido o sucesso que foi. Faltou-me falar do protagonista- não o único responsável pelo sucesso - mas, digamos, a cereja que faltava no bolo.

Já narrados os primeiros minutos de alucinação mediante Wagner Moura em cena (acho que se sente ago assim quando se vê alguém famoso...não paixão nem tietagem mas aquilo de: “Nossa, agora tão perto”. Sempre sinto que o que se vê na TV é um tanto distante do que ocorre aqui do outro lado da minha calçada). Passados esses minutos, notei que Wagner estava um tanto comportado em cena – dramatizava, mas nada “MINHA NOSSA,ELE É O HAMLET ENCARNADO”. Ouvi comentários, opiniões de amigas minhas que tinham ido à peça. Elas disseram que Moura estava IMPECÁVEL, e se doou tanto ao personagem que, em algumas falar, chegava até mesmo a babar. Fui exatamente com esse imagem na cabeça. Passados uns 30 minutos de peça, esse Hamlet passou a ser visto (mediante a situação em que se encontrava na trama). Wagner babou, cuspiu, gritou, pulou, chorou, e,o principal: sentiu. Ainda me encontro um pouco sobre o efeito Benjamin Button, e lembro de uma das melhores frases do filmes, quando Benjamin está sentado aprendendo a tocar piano com uma das senhoras da pensão. Ela diz: “Não importa o quão certo você faça algo. O importante é sentir o que você está fazendo” (algo muuito semelhante, não estou absolutamente certa quanto aos termos e sua ordem, mas era isso, em essência). Foi exatamente isso que senti quando vi Wagner em cena. O recurso encontrado pelo grupo (câmera ali, ao alcance da platéia, cujas imagens eram projetadas no telão ao fundo) só realçaram os olhares, a angústia, o medo, a vingança vivida por Hamlet. Uma das melhores cenas utilizadoras desse recurso se deu quando Hamlet jura ir ao topo do penhasco para ver se ali há o fantasma de seu pai (visto pelos amigos do príncipe). O olhar de Wagner, uma ponta de brilho, uma mescla de medo e ansiedade, um quê de coragem temida. Wagner estava, simplesmente. Seguro, temido, temente. Doando-se, recebendo. Experiente, novato. Vivendo, atuando. Sensacional, de fato

Comecei a peça com os olhos molhados, terminei-a com eles babando (Alô Guimarães!). A primeira cena da peça se dá com Hamlet sendo vestido por uma armadura (adorei a simplicidade da peça). Uma jorraaada de pensamentos, sensações, sentimentos, expectativas, medos, angústias, esperanças passaram por mim nesse instante. Não vi ali Hamlet, e sim Wagner. Imaginei todas as dificuldades que ele deve ter enfrentado para poder chegar até ali – não ao teatro FAAP, não à Hamlet simplesmente, mas ali: ao seu sonho. Pode ser papo clichê, mas vestibular me deixa um tanto careta assim. Vi uma entrevista dele no Roda Viva na qual ele disse ter posto uma quantia do seu próprio dinheiro para que a peça virasse realidade (junto a capitais de alguns outros atores do elenco também). Tudo isso não deve ter sido nada perto do que ele já deve ter passado: vindo da Bahia (terra que nos dá tantos mitos culturais, mas tão castigada pela sua localização no Nordeste brasileiro – região que não recebe não investimentos, por mais que exista Bolsa Família). Já tinha lido que ele começou a carreira como jornalista, mas, pessoalmente, ele me disse que sempre exerceu as duas profissões (ator e jornalista). Duas profissões um tanto complicadas num país como o Brasil – sim, onde a cultura não recebe estímulos, e a mídia (como em quase todos os países do mundo) faz o que bem entende para criar a realidade que lhes é interessante.

Por mais que eu escreva – linhas, páginas, folhas – não poderei dizer o que passou por mim naqueles instantes primeiros do espetáculos. Mas o fato é: foi sim, diferente, e o ingresso já valeria pelo que ali se deu. Ao fim da peça, ao ver a platéia ovacionando, aplaudindo de pé, ouvi uma voz que e dizia: siga o que te manda aqui dentro. Faça o que sonha, lute pelo que acredita. Por mais pessimista que eu me demonstre em alguns momentos, isso de “acredite, lute, busque” compõe o que existe de mais Alessandra em mim.

Ao ver aquela platéia ali, aplaudindo, e o rosto de cada um dos atores,imagino o que deve ter passado dentro de cada um deles. Minha miopia não me permite nada além, mas aposto que um brilhinho que ali havia era união do brilho de cada um deles. No fim, era como se aqueles aplausos me dissessem: vá. Faça o que tem que fazer, sem medo. Busque o que você acredita, lute pelo que sonha, sinta cada palavra, transpareça o que há de mais seu. Sem medo.

Que, assim como Hamlet, como Wagner, como o elenco, eu me vista com a armadura – da coragem, da força, do receio, da confiança – e parta para o mundo.