. Jean diz:
Lee..só tenho uma coisa pra te falar...se isso que você ta me falando é realmente verdade...
Jesus é quem te ama demais meeu..
porque eu não consigo escrever e falar tudo isso pra algumas pessoas como pra você..
não sai de mim sabe?
viish..nem preciso falar nada né?
10 anos...
meses não são nada.
eu trocaria metade do que eu supostamente construi com Deus pra ver alguém como você tendo um verdadeiro encontro com Ele..
- parece que Ele põe tudo e todos no lugar e na hora certa.
lágrimas pesam muito dentro de nós.
e por mais tempo que isso leve, nada melhor do que deixá-las brotar, espontaneamente, secando o nosso interior e lavando a secura que nos impregna os olhos e o peito.
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
uma pergunta de um metro e meio
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar (3x)
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!
(Arnaldo Antunes)
por ter uma sensação de algumas coisas estarem fora de lugar, faltando, incompletas, por resolver..
Dear God, eu tenho saude, tenho familia, tenho casa, tenho amor de uns, um má impressao e até antipatia por parte de outros - enfim, nada que saia muito das delícias e dos percalços de uma vida comum, porém feliz.
- mas por que, de ONDE essa sensação que me deixa tao irritada e com vontade de chorar algumas (muitas?) vezes?
necessidade de ser aceita e admirada em grupo, de não querer que alguns façam, sintam e falem o que fazem, sentem e falam para mim, por sentir uma necessidade desesperadora de querer encaixar mas de sentir-se incapaz, apesar de haver peças "sobrando". uma sensação de estar tudo diferente (às vezes, até oposto) àquilo que se queria. De ver que as pessoas que por vezes receem o que eu quero são diferentes de mim em pontos tão cruciais - e eu me pergunto? até que ponto o que eu sustento não é remodelável, até que ponto eu não sou minimamente mutável? até porque, não se trata de um mero "simples e errado", mas... se eu mudasse uma pitadinha, será que tudo isso não mais leve, mais fácil?
e eu que não sou muito fã desse papo de primeira impressão, de destino e de todas essas coisas que, ao longo do tempo, se tornam cada vez mais pétreas e difíceis de serem mudadas (e aliás, venho lutando muito nos ultimos meses para alterar muito esse meu "hábito" da primeira impressão)... mas olha: anda meio dificil ultimamente pra eu controlar esses "politicamente incorretos" que me tomam de súbito às vezes.
- por que NÃO?
- por que SIM?
sempre achei POR QUE a pergunta mais importante. a mais instingante. a mais difícil.
e na ansia se responder os por ques e todas as outras infinitas interrogações que me constituem, acabo ficando sem respostas e gerando mais perguntas. acho que, no fundo, nada disso faz muito nexo nem tem muita explicação... que na tentativa de tentar fazer tudo certo, de "calcular", de desenhar algumas linhas do vir-a-ser do instante seguinte, acabo cometendo o meu maior erro e me deparando com perspectivas impensáveis (e por vezes indesejáveis) até então. e quem disse que eu sou espontânea?
Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar. (Clarice)
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar (3x)
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Não vou me adaptar!
Me adaptar!
(Arnaldo Antunes)
por ter uma sensação de algumas coisas estarem fora de lugar, faltando, incompletas, por resolver..
Dear God, eu tenho saude, tenho familia, tenho casa, tenho amor de uns, um má impressao e até antipatia por parte de outros - enfim, nada que saia muito das delícias e dos percalços de uma vida comum, porém feliz.
- mas por que, de ONDE essa sensação que me deixa tao irritada e com vontade de chorar algumas (muitas?) vezes?
necessidade de ser aceita e admirada em grupo, de não querer que alguns façam, sintam e falem o que fazem, sentem e falam para mim, por sentir uma necessidade desesperadora de querer encaixar mas de sentir-se incapaz, apesar de haver peças "sobrando". uma sensação de estar tudo diferente (às vezes, até oposto) àquilo que se queria. De ver que as pessoas que por vezes receem o que eu quero são diferentes de mim em pontos tão cruciais - e eu me pergunto? até que ponto o que eu sustento não é remodelável, até que ponto eu não sou minimamente mutável? até porque, não se trata de um mero "simples e errado", mas... se eu mudasse uma pitadinha, será que tudo isso não mais leve, mais fácil?
e eu que não sou muito fã desse papo de primeira impressão, de destino e de todas essas coisas que, ao longo do tempo, se tornam cada vez mais pétreas e difíceis de serem mudadas (e aliás, venho lutando muito nos ultimos meses para alterar muito esse meu "hábito" da primeira impressão)... mas olha: anda meio dificil ultimamente pra eu controlar esses "politicamente incorretos" que me tomam de súbito às vezes.
- por que NÃO?
- por que SIM?
sempre achei POR QUE a pergunta mais importante. a mais instingante. a mais difícil.
e na ansia se responder os por ques e todas as outras infinitas interrogações que me constituem, acabo ficando sem respostas e gerando mais perguntas. acho que, no fundo, nada disso faz muito nexo nem tem muita explicação... que na tentativa de tentar fazer tudo certo, de "calcular", de desenhar algumas linhas do vir-a-ser do instante seguinte, acabo cometendo o meu maior erro e me deparando com perspectivas impensáveis (e por vezes indesejáveis) até então. e quem disse que eu sou espontânea?
Passei a vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar. (Clarice)
sábado, 1 de maio de 2010
do cansaço e da alegria
SAI DESSA - ELIS :)
Sonhei que existia uma avenida
Sem entrada e sem saída pra gente comemorar
Toda hora, todo dia, toda vida
Na tristeza e na alegria, sem platéia e sem patrão
Hoje eu sonhei que cerveja sai da bica
No banheiro não tem fila nem existe contramão
Que o trabalho é ali na nossa esquina
E depois do meio dia, nem polícia e nem ladrão
Sonhei, como faço todo dia
Como você não sabia, meu senhor não levo a mal
A beleza, o amor, a fantasia
O que tece e o que desfia não se aprende no jornal
Hoje eu sonhei, mas não vou pedir desculpas
E nem vou levar a culpa de ser povo e ser artista
Sem essa, moço, por favor não crie clima
Seu buraco é mais embaixo
Nosso astral é mais em cima.
To num cansaço danado. Mas muito feliz. Será que cansaço e alegria não são contraditórios - ou, muito pelo contráio, são meio que complementos e se auto-explicam? perdi coisas por fazer hoje, ganhei bolhas no dedos e mais uma noite de sono mal dormida pra ceder às minhas paixões.
acho que isso é faculdade,
acho que isso é paixão.
acho que isso pode ser brilho no olho, talvez tesão pelo que se faz.
tô no lugar certo, apesar de todos os pesares :)
e que essa sensação de completude me acompanhe.
e que o meu sorriso diminua o meu cansaço.
Sonhei que existia uma avenida
Sem entrada e sem saída pra gente comemorar
Toda hora, todo dia, toda vida
Na tristeza e na alegria, sem platéia e sem patrão
Hoje eu sonhei que cerveja sai da bica
No banheiro não tem fila nem existe contramão
Que o trabalho é ali na nossa esquina
E depois do meio dia, nem polícia e nem ladrão
Sonhei, como faço todo dia
Como você não sabia, meu senhor não levo a mal
A beleza, o amor, a fantasia
O que tece e o que desfia não se aprende no jornal
Hoje eu sonhei, mas não vou pedir desculpas
E nem vou levar a culpa de ser povo e ser artista
Sem essa, moço, por favor não crie clima
Seu buraco é mais embaixo
Nosso astral é mais em cima.
To num cansaço danado. Mas muito feliz. Será que cansaço e alegria não são contraditórios - ou, muito pelo contráio, são meio que complementos e se auto-explicam? perdi coisas por fazer hoje, ganhei bolhas no dedos e mais uma noite de sono mal dormida pra ceder às minhas paixões.
acho que isso é faculdade,
acho que isso é paixão.
acho que isso pode ser brilho no olho, talvez tesão pelo que se faz.
tô no lugar certo, apesar de todos os pesares :)
e que essa sensação de completude me acompanhe.
e que o meu sorriso diminua o meu cansaço.
domingo, 18 de abril de 2010
da feminilidade rubra
Entra no onibus, a menina. Noites mal dormidas, acontecimentos mil. Com o cansaco tipico de fim de tarde de domingo, ela tira o cartao para fazer girar a catraca. Quando ergue os olhos, algo lhe chama a atencao. O vermelho. Sim, um vermelho forte, dominador, estonteante. Mas nao era um vermelho qualquer: ele pintava de forca e de feminilidade os labios de uma mulher.
nada de rostinho de boneca ou maquiagem mlimetricamente planejada. Vestida de calcas de ginastica, blusinha e vestindo all star maltrapilho, ela possuia grampos que deixavam parcos fios de sua franja soltos, jogados a merce do vento. Uma pinta pequena, timida ao lado da boca realcava a sensualidade feminina nada tipica de um domingo a tarde.
mas eis que surge ela: a boca. pintada de vermelho, a boca constituia a feminilidade por definicao. Sem ser pintada de modo detalhado, a fim de transformar a moca em uma bonequinha dos anos 20 ou uma femme fatale a la Marilyn Monroe. Longe disso: o batom, que ultrapassava levemente a linha do labio superior, foa pintado com raiva, com impeto. Nao para parecer doce, mas para transmitir forca. Froca de quem diz: ''estou num onibus em pleno domingo a tarde e me dou o direito de ousar e abusar dessa feminilidade viril. Sem que nenhum homem precise me olhar ou bares e restaurantes para me aprontar''.
A menina nunca olhara tanto para um batom. Olhares furtivos, reflexos no vidro da janela a sua frente. Tentava de todos os modos olhar mais um pedaco daquela boca, daquele batom, daquela licao de ser mulher sem a necessidade de maquiagem, salto, vestidos e decotes. Mas como pode uma boca avermelhada dizer tudo isso? Talvez as tatuagens na perna direita daquela mulher ajudassem a transmitir essa imagem de MULHER PODEROSA. Mas de que mulher poderosa estamos falando? Ela, na sua tranquilidade e no seu olhar bloqueado pelo Ray Ban que usava, faz a menina tremer. Como ousar tanto sem querer faze-lo? A mulher, na sua despretensao e no seu orgulho feminista, nao planejava: apenas era.
Mas que insegurancas ela abriga em si? Não há feminilidade que dispense insegurança. Feminilidade é contradicao pura - exibir o que se quer esconder, chamar a atenção sendo discreta, ter força e fragilidade unidos como carne e unha. Querer ser invencível mas não receber um não ao pedir colo, não ser chata mas poder transbordar o fluxo incessante de sensações e sentimentos que perpassaam cada célula de seu corpo a todo instante.Querer ser autentica ate o último fio de cabelo mas ficar indecisa quanto ao corte de cabelo a ser adotado, pensando no que ele vai dizer. Desejar o feminismo até a morte mas não resistir quando ele se oferece prapagar a conta, abrr a porta do carro ou lhe dar bombons/flores. Desejar romantismo que faça suspirar unido a sexo que faca emudecer.
Havia insegurança naquela mulher, sem dúvida.A menina nao sabia quais nem quantas. Mas elas estavam ali, em algum lugar - se não na boca vermelha, na bolsa, no tenis ou escondidos nos cabelos presos pelos grampos. Talvez as inseguranças e os medos fossem tao tênues quanto aqueles fios de cabelo soltos. Ou talvez estivessem ali no rosto, nem presentes nem notórios, porém maquiladas de feminilidade rubra.
sábado, 10 de abril de 2010
resumo das minhas últimas semanas
O ANALFABETO POLÍTICO
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.
[Brecht]
do pior mal-estar já sentido por mim até agora.
por todas as minhas dúvidas.
por todas as minhas incertezas.
por todos os meus fracassos.
por todo o meu cansaço.
O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.
[Brecht]
do pior mal-estar já sentido por mim até agora.
por todas as minhas dúvidas.
por todas as minhas incertezas.
por todos os meus fracassos.
por todo o meu cansaço.
domingo, 4 de abril de 2010
de Warhol e a atualidade

São os filmes desde que foram inventados, que têm realmente conduzido as coisas na América. Eles mostram o que devemos fazer, como fazê-lo, quando, como se sentir sobre o que fizemos e como aparentar aquilo que sentimos. É o máximo quando nos mostram como beijar como James Dean, como seduzir como Jane Fonda, como ganhar como Rocky.
Eu gostava dele (John Kennedy), mas não lamentei tanto a sua morte. Era como se os holofotes estivessem esperando a sua morte, prontos a fazer as pessoas ficarem tristes com tudo aquilo.

O sexo em si é pura ilusão. O mais excitante é não fazê-lo, imaginá-lo.
O cara pode ter os problemas pessoais e até mentais que forem. Pirado, insano, egocêntrico e o que for. Mas nota-se a genialidade de um artista quando suas palavras e obras extendem-se para além de sua época, podendo ser um retrato perfeito para os tempos póstumos de sua era.
terça-feira, 30 de março de 2010
como respiração
A Verdade
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.
(C.D.A.)
amanhecer na companhia de Drummond é como encher o peito com ar puro e gélido das serras.
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
Porque a meia pessoa que entrava
Só trazia o perfil de meia verdade,
E a sua segunda metade
Voltava igualmente com meios perfis
E os meios perfis não coincidiam verdade...
Arrebentaram a porta.
Derrubaram a porta,
Chegaram ao lugar luminoso
Onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
Diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual
a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela
E carecia optar.
Cada um optou conforme
Seu capricho,
sua ilusão,
sua miopia.
(C.D.A.)
amanhecer na companhia de Drummond é como encher o peito com ar puro e gélido das serras.
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